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Quando ela passava os seus convidados a reverenciavam com gestos submissos, mistos de agradecimento e temor.

Ela circulava pelo salão com sua típica postura de magnanimidade, sofisticação e elegância. Parecia que deslizava suave a um palmo de distância do chão. Sua expressão era definitiva e indecifrável. Ela levava o comportamento blasé a um novo patamar jamais antes alcançado.

Ninguém conseguia imaginar quais preciosos pensamentos se passavam dentro daquela cabeça de tão empertigada altivez. Nenhum dos presentes suspeitava que apenas uma questão ocupava a sua mente durante toda a festa:

- Ninguém reparou nas cortinas.