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João não era nem São nem Batista, mas vivia com a cabeça numa bandeja.

O sócio incompetente responsabilizava João pelos contratos inegociáveis.
O vizinho escandaloso apontava-o como causador do barulho nas madrugadas.
A amante licenciosa o acusava de infidelidade.

Sua esposa o culpava por sua juventude desperdiçada e pela vida enfadonha.
Ela costumava guardar os restos na geladeira.