Sobre remendos, emendas e reparos

(Palmtop)

Tinha mais uma cicatriz para mostrar.
O problema agora era: mostrar para quem?

Poster – Fire within – (cc)

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Esta é o começo de uma nova série de ilustrações reversas.
Agora em formato de poster (uma das minhas paixões nas artes gráficas) e em dimensões de gente grande: 70 cm x 50 cm.

Para baixar, distribuir, imprimir, e pendurar na parede.
Divirtam-se.

 
Download: eps – 70 cm x 50 cm – RGB – 350 Kb
 

Obs: A imagem no formato “EPS” (Encapsulated Post Script) pode ser aberta na maioria dos programas gráficos e redimensionada para o tamanho desejado.

Convenções & Etiquetas Visuais

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Pero-que-si

Gonzales sentia-se deslocado sempre que tiravam sua foto.
Não compreendia que tal passarinho era esse que volta e meia falavam para ele olhar e que ele nunca conseguia ver.

Quando pediam “Sorria!”, Gonzales perguntava “Por quê?”.
Gonzales não entendia qual sentido em ter que sorrir sem motivo como pré-requisito para ter sua imagem registrada.

Peso extra

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E a jovem donzela bela e inteligente deixava-se viver em angústia e melancolia.
Não conseguia libertar-se do relacionamento moribundo.

Preocupava-se com a dor passageira da separação ao invés de pensar na dor constante da relação retardada que arrastava pra cima e pra baixo, mordendo-lhe dia e noite, com dentinhos fininhos e pontiagudos cravados em seu calcanhar.

A (cruel) escala Serjanovitch1 de organização relacional-afetiva

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Ju achava que vivia cercada de amigos.
Toda a semana ela telefonava para perguntar como vão as coisas e saber quais eram os programas de sexta-feira à noite (e ser incluída neles).

Foi quando um dia percebeu que era sempre ela que ligava para seus afetos.
Ju descobriu que ela não era telefonável.
 
 
1. Ivanov Serjanovitch, proto-antropo-sociólogo do início do século XX.

Personalidades esquecidas e obscuras do mundo da fantasia – 01

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Dominava uma região lá em baixo, logo à esquerda, do tamanho da Bélgica, quase fora do mapa.
Insistia na pose e se esforçava em comandar seu pequeno e desinteressante reino com mão de ferro, em toda a sua malignidade e absoluta malvadeza.
Mas na verdade ninguém o levava muito a sério. Nem os poderes de Mordor nem a Irmandade do Anel.

Os estrangeiros ironicamente se referiam (quando se referiam…) ao seu domínio como a “Terra média com pão e manteiga”.
E seu próprios súditos e vassalos em sardônicas risadinhas mangavam dele pelas suas costas chamando-o de “O Senhor das Pulseiras e Brincos”.

Carranca

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Versão especial de convivência: além do espantar padrão de mau-olhado e olho gordo, afasta e neutraliza vizinho que ouve música (?!) ruim aos berros.

Monstrinho beiçudo, pequeno, tímido, sem graça e sem poderes mágicos

(Palmtop)

Era um monstrinho beiçudo, pequeno, tímido, sem graça e sem poderes mágicos.
Volta e meia comentava isso sobre sua natureza com os amigos. Mas não o fazia triste nem reclamão. Apenas constatava melancolicamente.
Seus amigos se mobilizavam e diziam para ele que não, que ele era um monstrinho muito especial e que tinha muitas qualidades e habilidades.

E ele fingia que acreditava.
Ele sabia que era apenas um monstrinho beiçudo, pequeno, tímido, sem graça e sem poderes mágicos.

Mas no fim das contas talvez realmente tivesse uma habilidade especial.
Sua exposição sobre sua condição e seu posterior fingimento deixavam todos ao seu redor felizes e satisfeitos em exercer suas fraternidades caridosas e condescendências.

Roborunner

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O protótipo mais caro e complicado já inventado.
Foi criado para correr rápido e eficientemente.

Foi a única unidade produzida.
Depois do teste foi encostado parado num canto.
Não sabiam correr de que, para onde e porque.

Da série: “Avisos definitivos para chatos, péla-sacos e adjacências” – Número 02

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Modelo Standart.
(Para distribuir a afetos enraivecidos e desafetos entusiasmados).