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Segundas e quartas Madalena abre a tampa da máquina de lavar, olha para o grande monte de roupas sujas e suspira.

Terças e sextas ela pousa o balde no chão, se apóia no cabo da vassoura, ajeita com o pé o pano úmido enrolado na escovão, olha para dentro do banheiro e suspira.

Às quintas põe a mão na cintura segurando a faca, olha para a bancada do fogão cheia de carnes e legumes crus e suspira.

Sábados e domingos abre a torneira, olha a pia cheia de louça suja e suspira.

Todos os dias após o suspiro Madalena pensa: “Amanhã será um novo dia.”