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cercado

Tinha vezes que chegava a ficar imobilizado. O corpo e o olhar parados.
Assistia aquele monte de coisas passando em volta e ao mesmo tempo dentro dele.
Lembranças boas e ruins, ponderações sobre se deveria ou se não deveria, recortes das idiossincrasias adoráveis e manias desagradáveis, dúvidas sobre fim ou continuidade e sacrifício ou cura.

Aquele monte de coisas eram muitas e pesadas.
Achava irônico a matemática daqueles momentos em que se encontrava tomado pela ruptura:
Aquele monte de coisas que volta e meia o preenchiam até o talo, ao invés de tapar o buraco aberto por dentro, aumentava-o.