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Uma coisa com a qual ele nunca conseguiu se acostumar era com a disposição adular e servil de fazerem questão de não enxergar a nudez do rei.

Ele até tentava fazer vista grossa, mas todas as vezes ele acabava não se aguentando.
Apontava-o dedo e mandava sem titubear:
- O rei está nu!

E tudo terminava sempre do mesmo jeito. Nada acontecia.
E ainda olhavam-no como uma criatura desequilibrada e/ou perversa.
Ficava puto, mas acabava passando. Sabia que outras vezes o cortejo real desfilaria ali na sua frente.
E sabia que outras vezes ele não resistiria novamente.