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Observou que a existência era inerentemente depressiva. Que o próprio conceito de criação só existia como um caminho para a decadência, destruição e o fim.
Indignado, deu um murro na mesa, derrubou dois tubos de ensaio, um becker, uma placa de Petri, um bico de Busen e resolveu fazer algo a respeito. Começou a trabalhar na criação de uma nova série de doenças e patologias anti-naturais.
Uma dst que reforça o sistema imunológico.
Um câncer que revitaliza células.
E sua obra favorita, sua menina dos olhos, uma gripe simples e extremamente virótica que, dependendo da intensidade e potência, aprimora, duplica ou até mesmo triplica a boa disposição do enfermo.
Mas sua maior realização e possível obra-prima, ainda inconclusa, é seu trabalho na criação de um transtorno grave psiquiátrico anti-depressão*. Despende todas as tardes e noites da sua vida no estudo, isolamento e aplicação de genes de pessoas que abraçam árvores, e dão bom dia na segunda-feira logo pela manhã.
*Apelidado internamente de “Elevação”.
PS: Muito feliz 2012, com todas as realizações, alegrias e merecimentos.